terça-feira, 31 de outubro de 2017

Entre o blockbuster e o cinema autoral, Cate Blanchett reafirma a sua versatilidade em Thor: Ragnarok e Manifesto


Ela brilhou como vilã, brilhou como heroína, brilhou como elfa e também como bailarina. Uma verdadeira "monstra" na arte de atuar, a australiana Cate Blanchett mostrou em 2017 os motivos que a transformaram numa das realizadoras mais versáteis de Hollywood na atualidade. Como de costume na sua filmografia, a multifacetada atriz sempre soube explorar o melhor dos "dois mundos", transitando entre a popularidade do universo blockbuster e o refinamento do cinema autoral com extrema naturalidade. Um predicado que fica bem claro quando, na mesma semana, Blanchett "invade" o circuito brasileiro com duas obras indiscutivelmente distintas: a irreverente comédia aventureira Thor: Ragnarok e o artístico\inclassificável Manifesto (foto abaixo). No primeiro, a mais nova (e audaciosa) peça da poderosa engrenagem Marvel, a estrela de Elizabeth e O Senhor dos Anéis entregou uma das vilãs mais marcantes do MCU, a destruidora Hela. Numa performance sedutora e recheada de maneirismos, a atriz absorveu com absoluta desenvoltura a proposta extravagante do diretor Taika Waititi, tornando a deusa da morte um dos principais trunfos da película. Já no segundo, uma película experimental idealizada pelo artista plástico Julian Rosefeldt, Blanchett desfila o seu vasto repertório ao encarar treze personagens diferentes, dando voz as opiniões e críticas do diretor num trabalho singular. Uma produção que só uma fera com o talento e o prestígio dela poderia tirar do papel. Antes de brilhar em trabalhos deste nível, entretanto, Cate Blanchett teve que trilhar um longo caminho da Oceania para Hollywood. Uma jornada recheada de papéis marcantes, títulos variados e incontáveis sucessos.


Nascida em Melbourne na Austrália, Caterine Elise Blanchett demorou a abraçar a sua veia artística. Após um curto período estudando Economia e Belas Artes na Universidade de Melbourne, ela decidiu repensar a sua vida, largou os respectivos cursos e decidiu viajar para outros continentes. Foi numa dessas viagens, alias, que a então turista viveu a sua primeira "experiência" cinematográfica. Se é que podemos trata-la desta forma. Durante a sua estadia no Egito, Blanchett foi convidada para fazer uma minúscula ponta num filme local. Em entrevista ao The Guardian, ela falou sobre o inusitado convite e confessou que desistiu do trabalho ao chegar no set de filmagens. "Então, eu estava num pulgueiro no Cairo, que provavelmente nem existe mais, o hotel Oxford. Um escocês aleatório apareceu e disse que estavam procurando por extras de língua egípcia e que pagaria cinco libras egípcias e um falafel (salgado típico da região). No momento eu não tinha dinheiro suficiente para pagar o meu quarto durante a semana. Eu fui e havia um árabe com um megafone, como se fosse um filme mudo, e estava tão quente e tão chato que eu desisti", admitiu ao jornal britânico. De volta a sua terra natal pouco tempo depois, a então aspirante a atriz decidiu abraçar a sua vocação e voltou ao curso de Belas Artes, desta vez na National Institute of Dramatic Art. Na época, ela revelou que tratava a atuação como um "terrível vício" e que "sentiu que precisava dar cinco anos da sua vida para ver onde chegava". Formada em 1992, Blanchett começou a chamar a atenção no mesmo ano ao contracenar com o eclético ator Geoffrey Rush e o diretor David Mamet na peça Oleanna. No ano seguinte, após brilhar nas peças Elektra e Kafka Dances, a então jovem atriz entrou no radar das premiações em grande estilo ao levar, em 1993, os prêmios de Revelação e Melhor Atriz no respeitado Sydney Theatre Critics. Impulsionada pelo seu desempenho nos palcos, ela tentou a sorte na TV e no Cinema. Os grandes papéis, porém, não vieram tão facilmente. Após atuar em pequenos filmes e séries, entre eles Heartland (1994) e Parklands (1996), Cate Blanchett entrou no radar de Hollywood ao ganhar destaque no drama Um Conto de Esperança (1997) e no romance Oscar e Lucinda (1997). Este último, aliás, foi bem recebido pela crítica na época do lançamento, preparando o terreno para o primeiro (e consagrador) grande papel de Blanchett, uma indomável Rainha da Inglaterra em Elizabeth (1998).


Sob o viés épico de Shekhar Kapur (Honra e Coragem), Cate Blanchett escreveu seu nome na história da Sétima Arte ao absorver com vigor a magnitude desta respeitada monarca, revelando a sua aptidão para viver personagens femininas fortes. O que, diga-se de passagem, se tornaria recorrente na sua filmografia. Escolhida pelo realizador indiano após ele assistir ao trailer de Oscar e Lucinda, Blanchett se tornou a alma desta premiada película, conquistando generosos elogios do público e da crítica. Ao The Guardian, Blanchett admitiu o choque com o seu repentino triunfo e admitiu certo pessimismo após a realização do longa. "Você sabe, eu liguei para o meu agente depois de fazer Elizabeth e disse: Eu acho que terminei minha carreira antes mesmo de começar. Então, sim, fiquei completamente chocada com a forma como esse filme foi recebido." confessou. Curiosamente, porém, a indicação ao Oscar e as estatuetas de Melhor Atriz no Bafta, no SAG e no Globo de Ouro não renderam tantos frutos num primeiro momento. Embora "prestigiada" pela indústria, ela se viu inicialmente presa ao rótulo coestrelar. Ainda assim, Blanchett exibiu a sua versatilidade em produções variadas. Mesmo distante das grandes protagonistas, ela roubou a cena em títulos como a elogiada comédia romântica O Marido Ideal (1999), o curioso thriller Alto Controle (1999), o instigante suspense O Talentoso Ripley (1999) e o fraco romance dramático Porque Choram os Homens (2000). Na busca por trabalhos mais desafiadores, Blanchett fechou os anos 90 estrelando o suspense O Dom Da Premonição (2000), um thriller paranormal tão instigante quanto subestimado. Dirigido pelo criativo Sam Raimi (Uma Noite Alucinante), o longa mostrou a face mais dramática da atriz ao narrar a história de uma vidente que se torna a testemunha de um crime graças aos seus poderes paranormais. Trazendo no elenco nomes como os de Keanu Reeves, Giovani Ribisi, Katie Holmes, Hilary Swank e J.K Simmons, o longa não fez grande sucesso, mas mostrou que a australiana estava preparada para brilhar em produções maiores.

Blanchett em Vida Bandida e O Senhor dos Anéis
E a sua chance surgiu logo no início dos anos 2000. Reconhecida juntos aos cinéfilos, Cate Blanchett entrou no radar do grande público com a comédia de ação Vida Bandida (2001) e no épico O Senhor dos Anéis (2001). Dividindo a tela com Bruce Willis e Billy Bob Thorton, ela, no primeiro, entregou uma das personagens mais carismáticas da sua carreira, uma mulher neurótica envolvida num triângulo amoroso com dois assaltantes. Num daqueles trágicos acasos do destino, porém, o longa calhou de estrear na semana dos atentados de 11\09, um período doloroso que explica o fracasso comercial da produção. O tão esperado sucesso nas bilheterias, no entanto, veio na grandiosa adaptação da obra de J.R.R. Tolkien. Na pele da poderosa elfa Galadriel, Blanchett adicionou mais uma imponente personagem feminina para a sua coleção, se tornando um dos inúmeros triunfos da majestosa obra de Peter Jackson. Com orçamento de US$ 93 milhões, A Sociedade do Anel faturou expressivos US$ 871 milhões ao redor do mundo, catapultando a carreira da atriz e de todos os envolvidos no projeto. Transitando habilmente entre as pequenas e as grandes produções, Cate Blanchett seguiu construindo uma filmografia sólida e diversificada. Após brilhar no thriller Paraíso (2002) e retornar ao universo da fantasia em O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), ela voltou a encarar uma marcante história real no comovente O Custo da Coragem (2003). Dando vida à jornalista Veronica Guerin, uma mulher forte e independente que se insurgiu contra o crime organizado irlandês na década de 1990, Blanchett elevou o nível do irregular trabalho do diretor Joel Schumacher ao capturar a resiliência, a ousadia e os mais sinceros medos desta fascinante personagem. Embora o filme não tenha sido tão bem recebido pela crítica, principalmente pelo seu forte teor melodramático, O Custo da Coragem deu a australiana a sua terceira indicação ao Globo de Ouro, mostrando que uma grande atriz pode salvar qualquer projeto.

Blanchett em O Aviador e Notas sobre um Escândalo
Após trabalhar com o cultuado Jim Jamursch no elogiado Sobre Cafés e Cigarros (2003) e com Ron Howard no esquecível faroeste Desaparecidas (2003), Cate Blanchett iniciou uma daquelas sequências cada vez mais raras em Hollywood. De volta a majestosa Galadriel, ela começou marcando uma pontual (e relevante) presença no fenomenal O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003). Vencedor de 11 estatuetas do Oscar, o último capítulo da trilogia faturou US$ 1,19 bi ao redor do mundo, a maior bilheteria da carreira da atriz. Do blockbuster para o cinema cult, Blanchett exibiu o seu inquestionável charme no criativo A Vida Marinha de Steve Zissou (2004). Sob a virtuosa batuta de Wes Anderson, ela interpretou uma curiosa repórter trabalhando ao lado de nomes do porte de Bill Murray, Owen Wilson, Anjelica Huston, Willem Dafoe, Michael Gambom e o brasileiro Seu Jorge. No ano seguinte, a atriz australiana entregou uma das grandes performances da sua carreira no excelente O Aviador (2004). Acostumada a interpretar mulheres fortes, Blanchett exibiu o seu refinamento ao viver uma das grandes damas de Hollywood, a lendária Katherine Hepburn, uma atuação fantástica potencializada pela direção intimista de Martin Scorsese e pelo extraordinário trabalho do seu parceiro de cena, o astro Leonardo Di Caprio. Muito mais do que um simples sucesso de público e crítica, O Aviador alçou a sua carreira a um novo patamar ao lhe render o Oscar (o seu primeiro) de Melhor Atriz Coadjuvante. Com a liberdade para brilhar em papéis cada vez mais desafiadores, Blanchett seguiu explorando as suas múltiplas facetas. Após retornar as origens no elogiado thriller australiano Sob o Efeito da Água (2005), ela usou o seu prestígio em prol da sua arte, trabalhando com nomes do quilate de Alejandro G. Iñarritu no intenso drama Babel (2005), de Steven Soderbergh no esnobado noir O Segredo de Berlim (2006) e com o respeitado Richard Eyre no elogiado Notas sobre um Escândalo (2006). Neste último, aliás, Blanchett conquistou novas indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro ao viver uma professora novata de passado nebuloso que, após se envolver com um dos seus alunos, tem os seus segredos ameaçados pela severa diretora do colégio (Judi Dench). 


E a sua excelente fase não parou por ai. Num das atuações mais surpreendentes da sua  filmografia, Cate Blanchett desfilou o seu talento ao viver o cantor Bob Dylan (foto acima) em Não Estou Lá (2007). Dirigido por Todd Haynes, o longa deu a seis atores a oportunidade de interpretar a lenda da música, entre eles Christian Bale, Heath Ledger e Richard Gere. A australiana, porém, foi a única mulher entre os selecionados e roubou a cena ao retratar a fase mais controversa da carreira de Dylan. Na sequência, ela reviveu uma das suas maiores personagens no igualmente relevante Elizabeth: A Era de Ouro (2007). Embora não tenha sido tão bem recebido pela crítica quanto o antecessor, o longa marcou a volta de Blanchett a protagonista que a revelou, expondo o amadurecimento e os conflitos políticos\íntimos da monarca com a sua usual intensidade. Com estes dois expressivos trabalhos, inclusive, ela entrou para uma seleta lista ao ser indicada, num mesmo ano, ao Oscar de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar. Antes dela apenas sete mulheres* tinham conseguido feito semelhante, entre elas Juliane Moore (por As Horas e Longe do Paraíso), Emma Thompson (Em Nome do Pai e Os Vestígios do Dia) e Holly Hunter (O Piano e A Firma).


O ano de 2008, aliás, marcou um novo rumo na sua vida profissional. Após retornar ao universo blockbuster para viver a marcante vilã Irina Spalko no bem sucedido Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal (2008) e a charmosa bailarina Daisy (foto acima) no fantástico romance O Curioso Caso de Benjamin Button (2008), Cate Blanchett decidiu pisar no freio. Ao lado do seu marido, o dramaturgo Andrew Upton, ela se tornou a diretora artística do Sidney Theatre Company, uma aposta praticamente inédita para uma realizadora do seu porte e indiscutivelmente arriscada. Ao The Guardian, ela falou sobre a decisão, lembrou os alertas recebidos e admitiu ter sentido medo de não conseguir uma nova chance. "Quando me afastei para dirigir a companhia de teatro muitas pessoas disseram: - Isso é um erro. Mas eu acho que isso me fez uma atriz melhor. Se não, eu sou uma maldita idiota. Mas você carrega esse medo. Quando eu estava me preparando para deixar (o teatro) eu pensei: Bem, eu já tenho 40 anos, não sei se eu terei uma carreira cinematográfica para voltar. E, em seguida, Blue Jasmine caiu no meu colo.", confidenciou a atriz lembrando o seu memorável trabalho com o veterano Woody Allen.


Após atuar com Ridley Scott no esquecível Robin Hood (2010) e fazer uma ponta como a elfa Galadriel em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012), Cate Blanchett mostrou que estava no auge da sua forma ao viver uma ricaça falida à beira de uma crise de nervos no irregular Blue Jasmine (2013). Com uma impagável entrega emocional, ela transitou com desenvoltura entre a comédia e o drama, nos brindando com uma das mais particulares performances da sua carreira. O processo de filmagens, no entanto, não foi dos mais fáceis. Segundo Blanchett, Allen a tratava com uma "negligência benigna". Em entrevista ao The Guardian, ela lembrou que o primeiro dia no set foi "brutal". "Ele veio até mim e disse: - Isso é horrível e você é horrível. Como se ele estivesse falando sobre outra pessoa, alguma outra atriz, e que talvez eu pudesse ir e ter uma palavra com ela. E então, três semanas depois, eu descobri que ele não gostava dos figurinos, não gostava dos lugares, não gostava da cena. Ele disse: - Você deve me ajudar a resgatar esse filme.", confessou. E ela ajudou. Um dos maiores sucessos recentes de Woody Allen, Blue Jasmine rendeu à Cate Blanchett o Oscar de Melhor Atriz, a consagração de uma obra indiscutivelmente singular. Fascinada pela imperfeição dos seus personagens, a australiana seguiu à procura de novos e diversificados desafios. Com George Clooney ela co-estrelou o ingênuo drama de guerra Caçadores de Obras-Primas (2014). Com Peter Jackson assombrou o público com uma memorável participação espacial no irregular O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014). Com Terrence Mallick tentou salvar o fraco romance dramático Cavaleiro de Copas (2015).


Em 2015, aliás, Cate Blanchett esbanjou versatilidade ao estrelar três produções completamente distintas. Escolhida a dedo por Kenneth Branagh, ela roubou a cena ao viver uma nova vilã, a ardilosa Madrasta Má, na lucrativa adaptação em live-action do clássico Cinderela. Do sucesso comercial ao êxito artístico, a australiana entrou novamente no radar das grandes premiações ao protagonizar um romance lésbico no extraordinário Carol (foto acima). Na pele de uma mulher divorciada envolvida num caso de amor com uma pacata vendedora (Rooney Mara), ela desfilou o seu charme e maturidade ao criar uma protagonista sedutora, uma mulher forte e independente oprimida pelo preconceito e pela ignorância. Uma atuação fenomenal que, impulsionada pela condução refinada do diretor Todd Haynes, rendeu a sua sétima indicação ao Oscar e a nona ao Globo de Ouro. Durante o período de divulgação do longa, aliás, Blanchett não se omitiu do debate em torno do preconceito e da igualdade de gênero. Ao The Guardian, ela admitiu a urgência do tema, mas frisou que não tinha interesse no teor panfletário. "Bem, o fato de estarmos falando sobre isso significa que ainda existem barreiras. É como a situação com as mulheres no cinema - ou, francamente, as mulheres em todas as indústrias - não sendo pagas do mesmo modo que os homens. Você deve mantê-lo na agenda. Você deve manter isso politizado. Mas não estou muito interessado no cinema de propaganda. Esse é o domínio do documentário. É aí que pertence o jornalismo investigativo." afirmou a atriz. Por falar no tema, Blanchett voltou a interpretar uma jornalista no subestimado Conspiração e Poder (2015). Dividindo a cena com os talentosos Robert Redford, Dennis Quaid e Elizabeth Moss, ela esbanjou intensidade ao viver a astuta Mary Mapes, uma produtora destemida que se viu envolvida numa grande denúncia envolvendo o ex-presidente George W. Bush.


Com charme, carisma e uma entrega cênica de fazer inveja a qualquer estrela da nova geração, Cate Blanchett mostrou em Thor: Ragnarok os motivos que a transformaram numa das atrizes mais versáteis da atualidade. Na pele da imponente Hela, a australiana entendeu a proposta cômica idealizada por Taika Waititi, criando uma figura propositalmente afetada, mas sedutora e naturalmente ameaçadora. Mesmo com pouco tempo de tela, Blanchett rouba a cena ao valorizar cada gesto da sua personagem, uma performance recheada de maneirismos capaz de transformar a deusa da morte numa das vilãs mais marcantes do Universo Marvel. Em entrevista ao Entertainment Weekly, Blanchett falou sobre a oportunidade de viver a primeira grande antagonista do MCU e admitiu ter se surpreendido com o fato. "Você acredita nisso? Você pode acreditar que, em 2017, estamos tendo essa conversa e estamos falando sobre a primeira vilã? É ridículo. Há muita vilania potencial inexplorada em mulheres. É realmente emocionante. Eu acho que finalmente está começando a ser reconhecido que mulheres e homens querem ver personagens diversificados, e isso é raça, gênero em todo o espectro sexual.", constatou a atriz. Ela, inclusive, não fugiu da raia ao explicar os motivos que a levaram aos filmes de super-heróis. "Bem, vamos encarar: como mulher, essas oportunidades não surgiram no passado com muita frequência e acho que há uma revolução acontecendo dentro da Marvel", frisou a realizadora afirmando também que foi fisgada pela inusitada presença do diretor neozelandês Taika Waititi. Com a coragem e a entrega física necessária para topar novos desafios deste nível, Cate Blanchett usou as suas múltiplas facetas em prol da arte de atuar, realçando a humanidade\feminilidade das suas personagens em produções de todos os tipos e para todos os gostos. Isso que eu chamo de uma atriz completa. 

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