quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

1994 - O Ano em que Hollywood conheceu Jim Carrey


Um dos comediantes mais populares da história recente, Jim Carrey completou nesta quarta-feira (17) 56 anos. Dono de uma característica própria de atuar, uma performance física que se tornou referência dentro da comédia, o ator canadense foi uma das maiores (e mais rentáveis) estrelas de Hollywood na década de 1990. Uma ascensão que, verdade seja dita, aconteceu praticamente da noite para o dia. Assim como muitos aspirantes ao estrelato, Carrey teve que enfrentar gigantescos obstáculos para ganhar a sua chance. Com uma comovente história de vida, ele acreditou no seu sonho, enfrentou a miséria e as vaias, até que em 1994, após uma série de trabalhos menores na TV e no Cinema, a sua oportunidade surgiu. E Jim Carrey estava preparado para, num mesmo ano, emplacar três populares blockbusters, um fato ainda hoje raríssimo em Hollywood. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A Garota Desconhecida

Irmãos Dardenne flertam com o suspense sem abrir mão da sua realística visão de mundo

Duas das vozes mais autorais do cinema europeu, Jean-Pierre e Luc Dardenne ganharam um enorme prestígio no circuito de arte devido a sua realística visão de mundo. Embora a abordagem naturalista da dupla possa soar incômoda aos olhos do espectador acostumado ao frisson do universo blockbuster, os irmãos belgas compensam ao investir em histórias universais, daquelas que fisgam o espectador pela forte carga humana presente no texto. Indo de encontro à romantização dos fatos, os Dardenne se acostumaram a expor as mazelas em território europeu, ao dar voz às minorias, aos imigrantes e àqueles que frequentemente passam despercebidos pela grande tela. E após falar sobre o abandono paterno no comovente O Garoto De Bicicleta (2011) e sobre a crise econômica no angustiante Dois Dias, Uma Noite (2014), eles apontam a sua compreensiva mira para a questão dos imigrantes no envolvente A Garota Desconhecida. 

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Rei da Polca

Jack Black garante boas risadas numa cativante comédia de erros

Inspirado numa transloucada história real, O Rei da Polca comprova o ótimo faro do carismático Jack Black para personagens adoravelmente excêntricos. Embora tenha se acostumado a brilhar em grandes blockbusters, vide os sucessos de Escola do Rock, King Kong, Goosebumps e o recente Jumanji, o cantor e comediante procurou dedicar parte da sua filmografia aos tipos esquisitos, arrancando sinceras risadas em títulos pequenos como A Inveja Mata (2004), Nacho Libre (2006), Rebobine, Por Favor (2008) e Bernie: Quase um Anjo (2011). Um particular viés cômico que, indiscutivelmente, casou perfeitamente com a proposta defendida nesta nova produção original Netflix. Sob a batuta da dupla Maya Forbes (Sentimentos que Curam) e Wallace Wolodarsky (Viagem a Darjeeling), o longa, uma espécie de "primo" ingênuo de O Lobo de Wall Street, debocha do velho "American Way of Life" ao narrar a jornada de um cantor de Polca que se tornou um procurado estelionatário. Impulsionado pelo magnetismo de Black e por engraçadíssimos números musicais, a dupla de realizadores é sagaz ao realçar o absurdo por trás do episódio, flertando habilmente com a comédia de erros ao tratar a realidade com ironia e uma piedosa dose de condescendência. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Crítica norte-americana consagra A Forma da Água no Critics Choice Awards 2018


A Forma da Água foi o grande vencedor do Critics Choice Awards 2018. Numa premiação marcada pela descontração, os críticos dos EUA consagraram o longa dirigido por Guillermo Del Toro com quatro estatuetas, entre elas as de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Trilha Sonora. Assim como no Globo de Ouro, prêmio dado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, o Critics pulverizou as estatuetas, reconhecendo também a qualidade de títulos como Três Anúncios para um Crime, vencedor em três categorias (Melhor Atriz, para Frances McDormand, Melhor Ator Coadjuvante, para Sam Rockwell, e Melhor Elenco), Corra!, vencedor em duas categorias, incluindo Melhor Roteiro Original, e Eu, Tônia, também com dois prêmios (Melhor Atriz em Comédia, para Margot Robbie e Melhor Atriz Coadjuvante, para Allison Janney). Já Gary Oldman, por O Destino de uma Nação, levou na categoria Melhor Ator, comprovando que o Globo de Ouro e o Critics Choice Awards falaram praticamente "a mesma língua" nesta temporada de premiações.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Entre Irmãs

Elenco e direção de arte elevam o nível de um drama com roupagem novelesca

Adaptação da obra A Costureira e o Cangaceiro, da escritora
Frances de Pontes Peebles, Entre Irmãs comprova a importância de um talentoso elenco. Sob a batuta de Breno Silveira, do sucesso Dois Filhos de Francisco, o longa estrelado pelas entrosadas Marjorie Estiano e Nanda Costa supera a abordagem simplória ao se aprofundar nos dilemas das duas protagonistas. Apesar da roupagem novelesca, principalmente quando o assunto é a problemática montagem, Silveiro impede que o drama recoste no lugar comum ao valorizar as nuances do roteiro, pintando um competente retrato sobre o cangaço no Brasil da primeira metade do século XX. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Cinco momentos que marcaram a noite de manifestações no Globo de Ouro 2018

Na imagem estão Meryl Streep, Ai-jen Poo, Natalie Portman, Tarana Burke, Michelle Williams, America Ferrera, Jessica Chastain, Amy Poehler e Saru Jayaraman. Foto: AP
Após uma série de denúncias envolvendo os alarmantes casos de assédio em Hollywood, o Globo de Ouro 2018 (leia o nosso artigo sobre a premiação aqui) se tornou um receptivo palco para as manifestações de estrelas e astros da indústria do entretenimento. Movidos pela campanha Time's Up, um movimento liderado por mais de trezentas atrizes, diretoras e escritoras em prol da igualdade e da luta pelos direitos das mulheres de baixo poder aquisitivo no tribunal, realizadoras e realizadores decidiram vestir preto num protesto silencioso e elegante. Ao longo da cerimônia, porém, o tom subiu. Ora com ironia, ora com emoção, alguns apresentadores decidiram manifestar as suas opiniões publicamente, transformando a 75ª edição do prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood numa das mais marcantes dos últimos anos. O resultado foram momentos emblemáticos e uma festa marcada pelo forte teor político. No artigo, portanto, vamos relembrar cinco dos episódios mais relevantes do Globo de Ouro 2018.

Numa noite marcada por manifestações femininas, Três Anúncios para um Crime se sagra o grande vencedor do Globo de Ouro 2018

Elenco de Três Anúncios para um Crime celebra o triunfo no Globo de Ouro (Foto: Paul Drinkwater/NBCUniversal)
Hollywood vestiu preto na 75ª edição do Globo de Ouro. Numa noite marcada pelo forte teor político, onde atrizes e atores se manifestaram com elegância (literalmente) contra a desigualdade salarial, os abusos e os assédios na indústria, a Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood consagrou Três Anúncios para um Crime como o grande vencedor da premiação. Além rir, com a afiada dose de cinismo de Seth Meyers, de nomes como Harvey Weinstein e Kevin Spacey, o Globo de Ouro fez coro às manifestações femininas ao premiar justamente o longa sobre uma mãe resiliente disposta a tudo para vingar a morte da sua filha, vítima de violência sexual. Sob a batuta de Martin McDonagh, o longa levou quatro estatuetas, são elas a de Melhor Filmes Dramático, Melhor Atriz Dramática, para Frances McDormand, Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante para Sam Rockwell. Apesar dos urgentes e variados discursos, a edição 2018 valorizou também a originalidade, premiando a qualidade de títulos como Lady Bird e A Forma da Água com dois Globos de Ouro cada. O primeiro, em especial, comprovou o seu status na corrida pelas grandes premiações ao levar as estatuetas nas categorias Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Atriz em Comédia e Musical para a talentosa Saoirse Ronan.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Top 10 (Melhores Filmes 2017)


Chegou a hora. Após divulgarmos as nossas seleções com dez dos filmes mais subestimados do ano e as grandes surpresas cinematográficas desta temporada, neste Top 10 confira a nossa lista com os Melhores Filmes de 2017. E que ano legal para os fãs de Cinema. Como de costume aqui no blog, utilizamos como critério três elementos bem básicos: gosto pessoal, a qualidade do conteúdo e o potencial de entretenimento. Simples assim. Além disso, o Top 10 reunirá os longas lançados comercialmente (nos cinemas ou em VOD) em solo brasileiro em 2017, o que, diga-se de passagem, só dificultou a minha missão. Dito isso, começamos com...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Logan Lucky: Roubo em Família


Tatum, Driver e Craig ditam o tom deste debochado filme de assalto

Com um senso de humor bem particular, Logan Lucky: Roubo em Família funciona enquanto um afiado deboche. Embora se leve excessivamente a sério no último ato, o longa dirigido por Steven Soderbergh envolve ao rir não só dos populares “filmes de assalto”, como também de alguns arquétipos tipicamente americanos.

No melhor estilo comédia de erros, o realizador por trás da bem sucedida trilogia Doze Homens e um Segredo deixa o charme de lado ao investir em tipos cartunescos e numa trama positivamente rocambolesca. Acostumado a interpretar heróis, Channing Tatum, por exemplo, surge acima do peso e manco, um ‘loser’ pacato e desempregado que, na iminência de perder o contato com a filha, decide tirar do papel um audacioso roubo. O mesmo acontece com a dupla Adam Driver e Daniel Craig, impagáveis como, respectivamente, um barman com um braço artificial e um exótico prisioneiro. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Colossal

Uma inteligente sinergia entre a realidade e a fantasia

Um dos filmes mais criativos de 2017, Colossal faz um primoroso uso dos simbolismos ao discutir os conflitos de uma mulher à beira do caos. Transitando com sagacidade entre a fantasia e a realidade, o longa dirigido e roteirizado pelo Nacho Vigalondo surpreende ao misturar comédia, drama e suspense com rara originalidade. Embora peque por alguns problemas narrativos, principalmente quando o assunto é o desenvolvimento dos personagens de apoio, o realizador espanhol compensa ao investir pesado no denso subtexto. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Armas na Mesa

Jessica Chastain esbanja amoralidade num filme subestimado

Acostumada a dar vida a grandes personagens femininas, a incrível Jessica Chastain adicionou mais uma a sua seleta coleção no ótimo Armas na Mesa. Conduzido com pulso e elegância pelo experiente diretor John Maden (A Grande Mentira, O Exótico Hotel Marigold) é perspicaz ao, mesmo partindo de uma premissa ficcional, revelar a sujeira por trás do jogo de influências dos lobistas nos bastidores do congresso do EUA. Embora não tenha o cinismo do extraordinário Obrigado Por Fumar (2005), o longa alcança um resultado semelhante ao mostrar o 'modus operandi' dos responsáveis pela manutenção das engrenagens em torno da aprovação (ou não) de uma nova lei.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Top 10 (Surpresas Cinematográficas de 2017)


Recheado de boas surpresas, o ano de 2017 foi no mínimo intrigante no que diz respeito ao 'modus operandi' da indústria do cinema norte-americano. Embora alguns dos gigantescos blockbusters tenham correspondido às elevadas expectativas quanto ao lucro, vide os estrondosos sucessos do recente StarWars: Os Últimos Jedi, do descolado Homem-Aranha: De Volta ao Lar e do afetuoso Guardiões da Galáxia - Vol. 2, alguns dos títulos de maior orçamento desta temporada (Blade Runner 2049, Ghost in The Shell, Liga da Justiça, Alien:Covenant) decepcionaram nas bilheterias, ligando o sinal de alerta dos grandes estúdios. Em contrapartida, filmes pequenos e\ou menos aguardados conquistaram o interesse do público com qualidade e criatividade, mostrando que nem só de 'hype' vive o cinema pipoca. Num ano recheado de grandes lançamentos, aliás, alguns títulos roubaram a cena com originalidade, coragem e virtuosismo técnico. O que era um problema se tornou solução. O que era dúvida virou sucesso. E de onde não se esperava nada saiu uma das obras mais inteligentes de 2017. Dito isso, neste Top 10 preparamos uma lista com as grandes surpresas cinematográficas deste ano. Como de costume aqui no blog, aliás, seguiremos o calendário de lançamentos do circuito comercial brasileiro, o que inclui as plataformas de streaming e VOD. Dito isso, começamos com...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O Castelo de Vidro

Uma família nada convencional

Embora falho em diversos pontos, O Castelo de Vidro é o tipo de filme que nos seus momentos mais inspirados alcança um grau de intimismo realmente singular. Inspirado numa comovente história real, o longa dirigido e roteirizado por Destin Daniel Cretton (Temporário 12) encanta ao narrar o processo de criação de uma criança numa disfuncional família norte-americana. Adaptação do livro homônimo escrito por Jeanette Wells, a película acompanha os passos da escritora\jornalista (Brie Larson) em várias fases da sua vida, se concentrando na sua relação com os seus três irmãos, a sua mãe, a pintora relapsa Rose (Naomi Watts), e o seu pai, o alcoólatra carismático Rex (Whoodi Harrelson). 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Dez grandes filmes que (quase) passaram despercebidos no Brasil em 2017



Mais um final de ano se aproximando e chegou a hora de começarmos o nosso balanço sobre o melhor do cinema em 2017. E que ano positivo para Sétima Arte. Me arrisco a dizer que, desde 2013, não tínhamos uma "safra" tão criativa e corajosa. Perdidos em meio aos imponentes blockbusters, entretanto, alguns ótimos títulos não conseguiram grande destaque nos cinemas brasileiros. E nem tão pouco aqui no blog Cinemaniac. Neste artigo especial, portanto, decidi escrever sobre dez destes filmes que não conquistaram o reconhecimento merecido, mas, graças ao veloz (e abrangente) mercado VOD, alcançaram um público maior que o possibilitado pelo "claustrofóbico" circuito artístico. Vale frisar que, como de costume aqui no Cinemaniac, as nossas listas de final de ano seguem o calendário nacional, reunindo os longas lançados nos cinemas brasileiros (ou diretamente via streaming) em 2017. Dito isso, começamos com...

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O Estranho que Nós Amamos

Guerra dos sexos

Guerra Civil americana. Um soldado "yankee" ferido é encontrado por uma garotinha e recebe abrigo numa isolada escola para jovens damas sulistas. Com uma premissa instigante em mãos, a talentosa Sofia Coppola se reafirma como uma das grandes diretoras da atualidade no insinuante O Estranho que Nós Amamos. Dando uma conotação essencialmente feminina ao remake do (esquecido) clássico homônimo de 1971, a realizadora esbanja delicadeza ao construir um suspense denso e sofisticadamente lascivo em torno da presença deste misterioso homem num lugar regido por um grupo de solitárias mulheres. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Star Wars: Do Pior ao Melhor


Chegou a hora de atualizar o nosso ranking com o melhor e o pior do Universo Cinematográfico Star Wars. Isso porque no último final de semana chegou o audacioso Star Wars: Os Últimos Jedi (leia a nossa crítica), o oitavo capítulo desta icônica franquia. Sob a estilosa batuta de Rian Johnson, o longa estrelado por Mark Hamill, Daisy Ridley e Adam Driver optou corajosamente por desconstruir arquétipos, por realçar as imperfeições dos personagens, reforçando a carga dramática e o senso de urgência numa continuação densa e empolgante. Dito isso, confira o nosso ranking atualizado com os nove filme da franquia Star Wars. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...